12 nov 14

Sobre dieta Dukan, emagrecer e auto-estima

Em Pessoal, Saúde | Postado às 10:43

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Eu passei praticamente a minha vida toda (até o inicio da vida adulta) sendo uma pessoa extremamente magra. Mas MUITO mesmo.
Brinco que quando era pequena poderia ser tranquilamente confundida com uma criança somaliana (sem exageros). Não vou nem colocar foto aqui pra não assustar ninguém rs.
Quem me conhece há, pelo menos, uns 15 anos sabe do que estou falando.

Tudo bem que a estrutura óssea, biotipo, etc, influenciam muito a percepção visual versus o peso na balança, mas pra vocês terem uma ideia eu entrei na faculdade com 16 pra 17 anos pesando 48kg. QUARENTA E OITO. E, vejam bem, eu tenho 1,68m de altura. Cheguei a um ponto, nessa época, até de entrar na academia pra ver se ganhava peso.
E de fato, ganhei. Passei boa parte da vida adulta pesando uns 53kg. Que ainda assim, era pouco pra mim.

O tempo foi passando e os quilos aumentando.
Nos últimos 7 anos, o peso na balança parecia estar num carrinho de montanha russa: cheio de deslizes, baixas mas, principalmente, altas. A subida era lenta, mas constante. E eu não fazia ideia da altura em que estava.
Até que me vi pesando 74kg e atingindo sobrepeso.
16kg a mais, desde 2007.
Muita gente pode pensar: “ah, mas nem é tanto” ou “é porque você era magra demais, agora tá normal”.
Normal, pra quem?

Acho que a partir do momento em que você não se reconhece mais no espelho, seja por estar magérrima ou gordinha, é um problema. E comigo, já tinha chegado nesse ponto.
Os quilos a mais na balança, as roupas apertando demais na cintura, não achar mais no shopping uma calça 44 que caísse bem, pra mim, foi quando a luz vermelha acendeu.
Já estava afetando meu humor, minha vida social, minha vida conjugal. Tudo.

Depois de inúmeras tentativas de dietas ou de idas frustradas à academia, só uma atitude muito radical poderia parecer dar resultado.
Foi então que decidi entrar no Método Dukan. Uma dieta criada por um médico francês que, basicamente, corta carboidratos até o atingimento do peso ideal (quem quiser entender melhor, é só ler essa entrevista super bacana que a Ju Romano fez com ele).
Muita gente me botou medo, disse que a dieta estava “proibida” (o que não é verdade) ou que era perigosa demais, mas eu tinha resultados na minha cara, de gente que eu conhecia, que fez ou fazia e tinha dado um ótimo resultado.
Então pensei: por que não?

Comecei a dieta no dia 03 de outubro e, desde então, já foram 5kg a menos na balança, vários centímetros a menos nas medidas e alguns pontos a mais no índice de bem estar.
Não tem sensação melhor do que fechar uma calça sem esforço nenhum. Não ter que ficar se preocupando com as gordurinhas pulando no cós. E até mesmo ver ele ficando mais largo do que “deveria” ser ;)

Acho que no fim das contas a gente tem que tomar as decisões por nós mesmos, pensar na saúde e, principalmente, estar feliz consigo e com o espelho… do jeito que achar que deve ser.
Sem tristezas, sem encanações, sem ditaduras de beleza.


Acima, a foto que postei quando completei 20 dias de dieta. Antes e depois.
Fiquei muito feliz com os comentários de todo mundo, seja pelos elogios ou por terem me dito que motivei, de alguma forma, a fazer o mesmo. Muito obrigada, vocês são demais <3

Beijos,
Narda

Imagem: Reprodução




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16 out 14

Dica de aplicativo: LoveCycles

Em Etc | Postado às 10:52

O post de hoje é uma dica bem útil pra mulherada. Não sei vocês, mas eu pelo menos sempre ficava perdida quando ia ao ginecologista ou ia fazer algum exame e me vinham com aquela fatídica pergunta: “qual a data da última menstruação?”. Que mulher ainda não viveu isso? rs. Ai eu sempre pedia um calendário e ficava meio que contando os dias pra trás ou informava uma data sem muita certeza.

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Comecei a marcar as datas no calendário do celular. Facilitou super a vida, mas ainda assim eu sentia falta de algumas informações, tipo a data do próximo ciclo sem ter que ficar contando no calendário sabe? Foi quando eu comecei a fuçar o Google Play e vi que tinham várias opções de calendários femininos. Baixei um e não gostei muito. Interface super poluída, colorido demais, confuso. Procurei mais um pouco e achei o LoveCycles. Vi os comentários de meninas falando bem e, vendo as imagens, me pareceu bem fofo hehe. Resolvi baixar… e gente, virou um xodó! rs

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Aí em cima vocês podem ver como é a tela inicial (à esquerda). Já de cara você vê um calendário. No topo são os itens pra você navegar: calendário (que quando é a área selecionada fica em preto), anotações, ciclos e configurações. O primeiro passo é entrar nas configurações e setar as suas informações. Uma curiosidade é que você pode setar o “modo de concepção” para as que estão pretendendo engravidar ou deixar desmarcado para quem está só fazendo o controle do ciclo. Dependendo da sua escolha, as legendas dos dias vão aparecer de uma forma: bolinha azul “não é fértil ou seguro”, rosa “fluxo”, amarelo “talvez seja fértil ou inseguro” e verde “fértil”.

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Na área de anotações (ícone de lápis no topo), ao clicar na data você pode guardar algumas informações importantes. O coração é para os dias em que você teve relação (útil para quem está pretendendo engravidar, por exemplo), a balança você anotar o peso, a pílula para quando você iniciou alguma medicação e o termômetro para anotar a temperatura (também útil para as “tentantes” rs). No asterisco existem alguns sintomas pré-definidos que você pode marcar vários num mesmo dia, assim como o smile que significa o seu humor… alô, hormônios femininos! rs. Já na área dos ciclos (ícone de relogio) você tem um resumo de todos os seus ciclos anteriores e o vigente e tem uma média de duração de cada um deles.

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Ainda na área de configurações (ícone de reticências), em Notas você tem um resumo de todas as suas anotações feitas no calendário. Você pode também setar Lembretes pro aplicativo disparar no seu celular quando for o seu próximo ciclo, por exemplo, e outros avisos. E tem também um resumo dos seus ciclos, na seção Estatísticas.

O mais bacana ainda de todo o aplicativo (fora ele ser super fácil de navegar e ainda por cima ter esse layout fofíssimo!) é que ele é logado. Ou seja, todas as suas informações são armazenadas e salvas. Então, se você precisar trocar de celular, por exemplo, é só baixar o aplicativo novamente, logar e todos os seus dados vão estar lá! <3 Além disso, você pode setar uma senha  onde só você tem acesso às informações na tela do seu celular. Legal, né?

Curtiram a dica? Alguém mais aí usa algum app semelhante?









19 set 14

Santiago: Cordilheiras, Valle Nevado e Farellones

Em Viagem | Postado às 23:46

Deixei por último nessa semana de posts sobre Santiago, a melhor experiência da viagem (e, talvez, da vida… até agora): o tour pelas Cordilheiras dos Andes(Se preparem para um post mega longo!)

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Pesquisamos bastante antes da viagem sobre qual passeio faríamos. Rolaram tantas dúvidas, já que nunca tínhamos visto neve de perto. Valle Nevado ou Farellones? Não fazíamos ideia! Íamos esquiar ou não? A gente até queria, mas depois de pesquisar as empresas que faziam o transporte até as estações e ver o valor do aluguel dos equipamentos, meio que desistimos. No fim das contas, escolhemos ir com a SkiTotal. De todas, era a que fazia o transporte mais barato (saindo do escritório da empresa, que era bem perto do nosso hotel).

Ao enviar um email pedindo informações, responderam que era preciso estar por lá até às 8h da manhã, para garantir lugar. Tomamos café no hotel, preparamos alguns lanches para levar na mochila e saímos. Chegamos por volta das 7:30h e a empresa já estava lotada! Uma “mini” desorganização com direito a retirada de senha num esquema que simplesmente não funcionava (afinal, pense que 90% das pessoas que estavam lá eram brasileiros). Quando finalmente chegou a nossa vez (depois de várias pessoas furarem a nossa frente), fomos informados que não tinha mais transporte. Já estava pronta pra “rodar a baiana”, quando a atendente disse que tinha lugar para o tour Visit Los Andes. Como assim tour? Em um grupo, com direito a guia, era possível ir para as Cordilheiras num esquema com paradas no Valle Nevado e em Farellones, por 25.000 pesos chilenos por pessoa (sem precisar pagar nenhum ticket de entrada das estações, já que só se paga se você for utlizar a pista de esqui/snowboard). Àquela altura do campeonato parecia o melhor a se fazer para não perder a viagem, então topamos.

Decidimos ir com a nossa roupa mesmo, já que não íamos praticar nenhum esporte na neve. Só tomamos cuidado de irmos bem agasalhados e com sapato bem fechado (nós dois fomos de coturno. O meu tem solado de borracha). Alugamos somente luvas, porque são específicas para o contato com a neve. Vale lembrar que: durante a semana (temporada baja) os preços saem mais em conta que no fim de semana (temporada alta).

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Saímos às 9h em um ônibus de turismo, super confortável com cerca de 30 pessoas. Já na saída do escritório, nosso guia (que se chamava Omar, super simpático) já foi contando algumas coisas sobre Santiago e sobre os lugares que passávamos. Também informou como seria o passeio: subiríamos até o Valle Nevado para conhecer, depois pararíamos na descida em um ponto da estrada para brincar na neve e depois almoçaríamos em Farellones.

Antes de seguir pela estrada que levava para as Cordilheiras, o ônibus parou em uma loja para quem quisesse alugar alguma roupa (as roupas da SkiTotal tinham esgotado, tamanha a demanda naquele dia) ou um “skibunda” para brincar na neve. Nessa loja tinham luvas para vender #ficadica. Bem mais vantagem do que alugar porque sai praticamente o mesmo valor. A gente super se arrependeu de ter alugado antes.

Já tinha lido em um blog que a estrada poderia ser “patrocinada pelo Dramin” e é verdade! Super sinuosa, cheia de subidas e curvas. Eu tenho tontura para algumas coisas, tipo não consigo ler um livro em um carro em movimento, por exemplo, então vocês podem imaginar que sofri um pouco. Por sorte, e já sabendo que muita gente ali demoraria a se habituar com a estrada, o tour faz uma parada estratégica no caminho para as pessoas darem uma respirada e deixar o corpo se habituar com altitude. O guia recomenda beber bastante água (jáfomos preparados com uma garrafa de 1L na mochila), mascar chiclete (por conta da pressão nos ouvidos) e, se não tiver tomado nada para enjôo, tomar um “chá de coca” que é vendido nesse pit stop. Eu tomei e, de fato, melhorou. Bem, pelo menos pelos 10 minutos seguintes… rs

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Em determinado ponto da estrada você vai vendo umas placas com números crescentes à medida que vai subindo. É uma contagem das curvas da estrada. Como já tinha lido em alguns blogs, já sabia: 40 curvas até chegar em Farellones e mais 20 até chegar no Valle Nevado. Haja estômago!
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